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Unidade 2 - Relato 1

Page history last edited by Leticia 2 years, 9 months ago

 

A Educação Especial do município de Três Cachoeiras está sobre a responsabilidade de uma escola particular, neste caso a APAE. É nesta escola que trabalho já há quase 9 anos.

A Escola de Educação Especial João de Barro é mantida pela APAE de Três Cachoeiras, instituição que atende 102 pessoas portadoras de necessidades especiais, sendo que 42 freqüentam a escola e os demais recebem atendimento especializado nas áreas de Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Neurologia, Fonoaudiologia, Assistência Social, Psicopedagogia e Psicologia. Esta mesma equipe oferece apoio aos professores e alunos da escola da APAE e da rede regular.

A Instituição está vinculada a uma Federação Nacional a qual rege as diretrizes educacionais, promovendo a defesa dos direitos dos portadores de necessidades educacionais especiais.

A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) Nº 9394/06, em seu capítulo V, artigo 58, diz “Entende-se por Educação Especial, para efeitos desta lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educando portadores de necessidades especiais”.  Portanto, como o nosso município não oferece escola de Educação Especial, compra vagas da escola da APAE. Esta por sua vez oferece turmas na modalidade do Ensino Fundamental, por seus alunos estarem nesta faixa etária. Existem as turmas do Ciclo I (pré-alfabetização), Ciclo II (alfabetização), com idades entre 7 a 14 anos; EJA I e II (alfabetização) com idades entre 15 e 18 anos; Grupo de Convivência, com alunos de idade superior à 18 anos, os quais são alunos com maior comprometimento neurológico e que realizam atividades de vida diária, objetivando maior independência. As turmas são compostas por 6 a 9 alunos cada.

Nossa escola luta para que, na medida do possível, haja inclusão dos nossos alunos na rede regular de ensino. Como mostra o vídeo “Aspectos legais e orientação pedagógica” esta inclusão deve se fazer de forma muito séria, e as instituições especializadas ficam responsáveis para dar os atendimentos especializados no turno inverso da escola do educando. É isto que nossos profissionais fazem quando acontece a inclusão. Porém, o que geralmente acontece é o recebimento de mais e mais alunos oriundos da escola regular.

Existem alguns alunos com deficiência física, que fazem uso de cadeiras de rodas que freqüentam as escolas regulares, estes são mais comuns de encontrarmos inclusos. Mas há um caso específico de um menino com Síndrome de Asperger (que apresenta uma aprendizagem diferenciada) que está incluso na escola regular e recebe atendimento psicológico e psicopedagógico na APAE, no turno inverso de sua escola. Pretendo em meus próximos relatos descrever sua trajetória educacional.

 

Comments (2)

Graciela Rodrigues said

at 10:51 pm on Apr 19, 2009

Letícia como você trabalha um uma instituição específica de Educação Especial seria interessante estudar um caso de aluno que frequenta o atendimento educacional especializado em turno inverso ao da escola regular. Combine com a Shirley para que não façam do mesmo caso ok? Trazer alguns dados desta realidade e deste trabalho que a Apae faz de acompanhamento. Alguns gostaria que acrescetasse pois nesta Unidade um dos objetivos é já trazer estes dados. Bom trabalho.

Graciela Rodrigues said

at 12:24 pm on May 10, 2009

Acrescentaste os dados solicitados.

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